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Retocele: definição, causas, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento e complicações

terça-feira, 23 de dezembro de 2014
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Retocele: definição, causas, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento e complicações

O que é retocele?

A retocele é a projeção da parede anterior do reto sobre a parede posterior da vagina através de uma herniação para dentro da vagina. Pode ou não haver concomitância entre a retocele e o prolapso urogenital.

Quais são as causas da retocele?

A retocele se deve a um enfraquecimento do tecido entre a parede posterior da vagina e a parede anterior do reto ou do períneo, de um modo geral. Quase sempre isso ocorre porque durante o parto vaginal normal o períneo é lesionado. Por isso, a retocele é mais comum entre as mulheres que tiveram gestações e partos, embora possa ocorrer também em mulheres que nunca ficaram grávidas. A idade avançada e as doenças degenerativas são outras condições que podem favorecer a ocorrência da retocele.

Quais são os principais sinais e sintomas da retocele?

Muitas vezes a retocele leve é assintomática. Quando há sintomas, eles consistem em dificuldade para evacuar, sensação de abaulamento e peso na vagina durante esforço físico como evacuar, caminhar ou fazer ginástica, sensação de plenitude retal, evacuação incompleta, dor e sangramento retal.

Como o médico diagnostica a retocele?

O diagnóstico pode ser feito pelo médico através do exame da região anal e vaginal. A ressonância magnética, a defecografia (exame radiológico contrastado que permite estudar a dinâmica da evacuação) e a ultrassonografia ajudam a detectar a presença e o tamanho da retocele. Outros exames que ajudam são a manometria retal (teste que mede as pressões dos músculos do esfíncter anal), a eletromiografia e a medida da latência do nervo pudendo.

Como o médico trata a retocele?

As retoceles leves e assintomáticas não requerem tratamento. Nas retoceles moderadas podem ser tentadas medidas que facilitem as evacuações. Se mesmo após isso os sintomas persistirem, o tratamento deve ser cirúrgico. A reparação da retocele pode ser realizada através do ânus, da vagina, do períneo ou a partir do abdome. A operação mais comum é a colporrafia, um reforço do septo retovaginal, que pode ser realizada sob anestesia geral ou simplesmente por bloqueio anestésico espinhal. A perineorrafia, uma cirurgia um pouco mais ampla, pode ser empregada em alguns casos, sobretudo se houver prolapso de outros órgãos, e constitui um reforço total da região perineal. A indicação do tipo de cirurgia e da técnica ideal requer avaliação detalhada e deve ser feita pelo médico no momento da indicação.

Quais são as complicações da retocele?

Outras condições mórbidas, como prolapso uterinocistocele (herniação da bexiga ao interior da vagina) e enterocele (herniação do intestino delgado para dentro da vagina), embora não sejam complicações advindas da retocele, podem acompanhar essa condição e complicar o quadro clínico.

As complicações da cirurgia da retocele são raras, mas podem incluir fístula retal, intestinal ou lesão da bexiga, retenção urinária, relações sexuais dolorosas ou infecção.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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