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Neurodermite - sinais, sintomas, causas, diagnóstico, tratamento, possíveis complicações

Thursday, May 24, 2018
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Neurodermite - sinais, sintomas, causas, diagnóstico, tratamento, possíveis complicações

O que é neurodermite?

A neurodermite, também conhecida como neurodermatite ou lichen simplex chronicus (líquen plano crônico), é uma condição de pele que começa com uma coceira na pele. O ato de coçar ou de esfregar constantemente a pele demanda ainda mais coceira. Este ciclo de coceira faz com que a pele afetada se torne espessa e coriácea (semelhante à textura do couro). O paciente pode desenvolver várias lesões com coceira, geralmente no pescoço, pulso, antebraço, coxa ou tornozelo.

Quais são as causas da neurodermite?

As causas exatas da neurodermite não são inteiramente conhecidas. Às vezes, ela começa com algo que simplesmente roça ou irrita a pele, como roupas apertadas ou uma mordida de inseto, por exemplo. Em alguns casos, a neurodermite está associada a outras condições da pele, como pele seca, eczema ou psoríase.

O estresse e a ansiedade também podem provocar prurido. As mulheres são mais propensas a desenvolver neurodermite do que os homens e a idade predominante é entre os 30 e 50 anos.

Saiba mais sobre "Secura da pele", "Eczema atópico", "Psoríase", "Estresse" e "Ansiedade".

Quais são as principais características clínicas da neurodermite?

Os sinais e sintomas de neurodermite incluem manchas na pele com coceira, textura de couro ou pele escamosa nas áreas afetadas, porções da pele vermelha ou mais escuras do que a pele restante. A condição envolve áreas como cabeça, pescoço, pulso, antebraço, tornozelo, vulva, escroto ou ânus.

A coceira, que pode ser intensa, também pode ser intermitente ou constante. Quanto mais a pessoa coça, mais coceira aparece. A coceira pode ser tão intensa que pode se manifestar mesmo enquanto o paciente está dormindo, muitas vezes chegando a acordá-lo. A neurodermite não é fatal ou contagiosa, mas a coceira pode ser tão intensa ou recorrente que interrompe também a função sexual e uma melhor qualidade de vida.

Como o médico diagnostica a neurodermite?

O diagnóstico da neurodermite é eminentemente clínico, baseado na história médica do paciente e na observação direta das lesões. Não há nenhum exame específico que diagnostique a neurodermite.

Como o médico trata a neurodermite?

O tratamento da neurodermite aguda deve ser feito com o uso de cremes à base de corticoides, duas vezes por dia, durante sete dias. O tratamento deve ser complementado com a ingestão de bastante líquido e o uso de cremes hidratantes. Deve-se evitar quaisquer medidas que agridam ainda mais a pele, como água quente e o uso de esfoliantes ou buchas.

Leia sobre "Prurido ou coceira", "Corticoides", Urticária" e "Alergias".

Um recurso caseiro que, no entanto, não exclui nem substitui o tratamento indicado pelo médico, consiste em aplicar compressas de chá de camomila, que ajuda a aliviar a coceira. A ruptura do ciclo de coceira da neurodermatite é o maior desafio a ser vencido. Para que a pessoa deixe de se coçar, ela pode usar um remédio antialérgico e uma pomada de corticoide. Estes remédios ajudarão a resistir à coceira e a proteger a pele. O sucesso do tratamento depende da resistência ao impulso de coçar as áreas afetadas ou de encontrar medicamentos que acabem com ela.

Como prevenir a neurodermite?

É importante resistir, o quanto possível, ao impulso de se coçar, porque isso desencadeia mais coceira. Também devem ser identificados e eliminados os fatores que possam agravar o problema.

Quais são as complicações possíveis da neurodermite?

O coçar persistente pode levar a uma ferida, uma infecção bacteriana ou a cicatrizes permanentes e mudanças na cor da pele. A coceira também pode interromper o sono da pessoa e piorar sua qualidade de vida.

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Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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