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Aborto séptico: conceito, causas, características clínicas, diagnóstico, tratamento e prevenção

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O que é aborto séptico?

O aborto é um procedimento que dá fim a uma gravidez1. Existem vários tipos de abortos: (1) aborto espontâneo, completo ou incompleto, que ocorre sem ser provocado; (2) aborto cirúrgico, quando, por alguma razão, o médico precisa remover o feto2 e a placenta do útero3 da mulher; (3) aborto médico, em que o médico usa medicamentos com a finalidade de promover o abortamento4 e (4) aborto induzido pela própria mãe, com medicamentos legais ou ilegais e outros métodos não regulamentados e, em geral, perigosos.

Os abortos que ocorrem em ambientes médicos geralmente são feitos com técnicas corretas e cuidados assépticos adequados e são bem menos sujeitos a complicações. No entanto, os que ocorrem fora de ambientes médicos adequados (abortos espontâneos e induzidos pela gestante, dentre outros) são mais susceptíveis a complicações, sobretudo infecções5. É a esses que se chama abortos sépticos.

Quais são as causas do aborto séptico?

Dois fatores principais podem contribuir para o aparecimento de infecção6 (sepse7) nos abortos. São eles: (1) um aborto incompleto, em que pedaços de tecido8 da gravidez1 permanecem no corpo da mulher e (2) infecção6 bacteriana do útero3.

Esses fatores tendem a ocorrer sobretudo durante os abortos espontâneos ou auto-induzidos. Em condições médicas ideais, o aborto séptico é raro, inclusive porque geralmente é ministrado um antibiótico preventivo9. O risco de aborto séptico aumenta quando algum dispositivo é inserido no corpo da mulher e pode carrear bactérias para dentro dele. Quanto mais tempo o dispositivo estiver inserido no corpo, maior será o risco de infecção6.

Além disso, certas condições crônicas existentes antes do aborto podem torná-lo mais susceptível às infecções5 como, por exemplo, o diabetes mellitus10 ou um sistema imunológico11 enfraquecido.

Saiba mais sobre "Aborto", "Septicemia12" e "Doença inflamatória pélvica13".

Qual é o substrato fisiológico14 do aborto séptico?

O aborto séptico parte de um aborto espontâneo ou induzido que é complicado por uma infecção6 pélvica15. Pode provir de produtos retidos da concepção16 ou do uso de instrumentos não estéreis. Pode levar à peritonite17, depois bacteremia18, sepse7 e morte. A infecção6 geralmente é polimicrobiana, envolvendo a Escherichia coli, Streptococcus, anaeróbios e patógenos sexualmente transmissíveis. Deles, o Clostridium perfringens está associado a uma maior causa de morte.

O tétano19 também é uma causa importante de morte (Clostridium tetani), especialmente nos países menos desenvolvidos. O aborto séptico é uma grande causa de mortalidade20 materna em todo o mundo. A OMS estima que 68.000 mulheres, 40% delas entre 15 e 24 anos, morrem anualmente devido a abortos inseguros, sendo o aborto séptico a principal causa de morte.

Quais são as principais características clínicas do aborto séptico?

Os seguintes sintomas21 sugerem uma infecção6 grave, quando ocorrem em seguida a um aborto:

  1. Temperatura corporal muito alta
  2. Sangramento vaginal intenso
  3. Dor pélvica15 forte
  4. Braços e pernas frios e pálidos
  5. Sentimentos de inquietação ou fadiga22
  6. Calafrios23
  7. Dificuldade ou incapacidade de urinar
  8. Ritmo cardíaco acelerado
  9. Respiração rápida
  10. Dor abdominal ou pélvica15
  11. Náuseas24 e vômitos25
  12. Corrimento vaginal
  13. História de gravidez1 recente ou aborto induzido ou espontâneo conhecido

Como o médico diagnostica o aborto séptico?

Um médico pode confirmar um diagnóstico26 de aborto séptico por meio da história clínica da paciente, de seus sintomas21 e de testes de laboratório, como exames de sangue27 que podem revelar sinais28 da infecção6 e identificar as bactérias presentes na corrente sanguínea. Amostras de urina29, líquido cefalorraquidiano30 e muco pulmonar também podem ser cultivadas e testadas quanto a bactérias. As tomografias computadorizadas podem mostrar matéria residual da gravidez1, obstruções, perfurações ou corpos estranhos. Um eletrocardiograma31 pode descobrir ritmos cardíacos anormais.

O diagnóstico26 de aborto séptico deve ser clinicamente cogitado em qualquer mulher com temperatura superior a 38°C que tenha realizado um aborto nas últimas 24-48 horas. Essa possibilidade aumenta muito se a mulher apresentar também dor abdominal e sangramento vaginal. Nas infecções5 mais graves, a paciente pode estar hipotensa ou em choque32.

Leia sobre "Sangramento vaginal", "Sangramentos durante a primeira metade da gravidez1" e "Menstruação33 durante a gravidez1".

Como o médico trata o aborto séptico?

Se a mulher tiver sintomas21 de aborto séptico, deve ser internada em um hospital porque provavelmente precisará receber remédios por via endovenosa. O tratamento do aborto séptico visa, entre outras coisas, evitar que se instale o choque32 séptico, uma complicação grave. Antibióticos de amplo espectro serão dados inicialmente, mas o tratamento pode ser refinado posteriormente e se tornar mais específico, quando as bactérias infectantes forem identificadas.

Além disso, na medida das necessidades, o tratamento pode incluir ventilação34 mecânica, fluidos intravenosos, oxigênio e monitoramento hemodinâmico. Nos casos em que um aborto séptico leve a um choque32 séptico, pode ser necessária uma histerectomia35 total (remoção do útero3, do colo do útero36, das trompas de Falópio e dos dois ovários37) para remover a fonte de infecção6.

Como evolui em geral o aborto séptico?

O aborto séptico tem uma alta taxa de mortalidade20, principalmente se evolui para choque32 séptico. As circunstâncias que podem afetar o sucesso do tratamento incluem a idade da paciente, sua saúde38 geral e o grau alcançado de falência de órgãos no início do tratamento.

Como prevenir o aborto séptico?

A mulher pode reduzir o risco de uma infecção6 ou da progressão dela depois de um aborto tomando algumas precauções: consultar o médico sobre um aborto eletivo39, nunca tentar um aborto auto-induzido, cientificar-se de estar informada dos sintomas21 de infecção6 bacteriana após qualquer tipo de aborto e tratar a infecção6 o mais rápido possível.

Quais são as complicações possíveis do aborto séptico?

A complicação mais temível do aborto séptico é o choque32 séptico, que pode ser fatal se não for tratado imediatamente. As complicações típicas do choque32 séptico incluem parada respiratória, insuficiência cardíaca40, insuficiência hepática41, falência renal42 e gangrena43 (morte dos tecidos do corpo devido à perda de sangue27).

Outras complicações agudas do aborto séptico são observadas em estágios avançados do processo da doença e incluem a síndrome44 do desconforto respiratório, insuficiência renal45, formação de abscesso46, tromboflebite47 séptica na veia pélvica15, embolia48 séptica e coagulopatia intravascular49 disseminada.

A morte também pode ocorrer. As complicações crônicas incluem infertilidade50, dor pélvica15 crônica e gravidez ectópica51.

Veja também sobre "Choque32 séptico", "Falência múltipla de órgãos" e "Hipotensão arterial52".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites da Cochrane Library, da The Global Library of Women’s Medicine e da US National Library of Medicine.

ABCMED, 2020. Aborto séptico: conceito, causas, características clínicas, diagnóstico, tratamento e prevenção. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-da-mulher/1355823/aborto-septico-conceito-causas-caracteristicas-clinicas-diagnostico-tratamento-e-prevencao.htm>. Acesso em: 23 jan. 2020.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
2 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
3 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
4 Abortamento: Interrupção precoce da gravidez, espontânea ou induzida, seguida pela expulsão do produto gestacional pelo canal vaginal (Aborto). Pode ser precedido por perdas sangüíneas através da vagina.
5 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
6 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
7 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
8 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
9 Preventivo: 1. Aquilo que previne ou que é executado por medida de segurança; profilático. 2. Na medicina, é qualquer exame ou grupo de exames que têm por objetivo descobrir precocemente lesão suscetível de evolução ameaçadora da vida, como as lesões malignas. 3. Em ginecologia, é o exame ou conjunto de exames que visa surpreender a presença de lesão potencialmente maligna, ou maligna em estágio inicial, especialmente do colo do útero.
10 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
11 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
12 Septicemia: Septicemia ou sepse é uma infecção generalizada grave que ocorre devido à presença de micro-organismos patogênicos e suas toxinas na corrente sanguínea. Geralmente ela ocorre a partir de outra infecção já existente.
13 Doença inflamatória pélvica: Infecção aguda que compromete o trato genital feminino (ovários, trompas de Falópio, útero). Manifesta-se por dor, febre e descarga purulenta pela vagina.
14 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
15 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
16 Concepção: O início da gravidez.
17 Peritonite: Inflamação do peritônio. Pode ser produzida pela entrada de bactérias através da perfuração de uma víscera (apendicite, colecistite), como complicação de uma cirurgia abdominal, por ferida penetrante no abdome ou, em algumas ocasiões, sem causa aparente. É uma doença grave que pode levar pacientes à morte.
18 Bacteremia: Presença de bactérias no sangue, porém sem que as mesmas se multipliquem neste. Quando elas se multiplicam no sangue chamamos “septicemia”.
19 Tétano: Toxinfecção produzida por uma bactéria chamada Clostridium tetani. Esta, ao infectar uma ferida cutânea, produz uma toxina (tetanospasmina) altamente nociva para o sistema nervoso que produz espasmos e paralisia dos nervos afetados. Pode ser fatal. Existe vacina contra o tétano (antitetânica) que deve ser tomada sempre que acontecer um traumatismo em que se suspeita da contaminação por esta bactéria. Se a contaminação for confirmada, ou se a pessoa nunca recebeu uma dose da vacina anteriormente, pode ser necessário administrar anticorpos exógenos (de soro de cavalo) contra esta toxina.
20 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
21 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
22 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
23 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
24 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
25 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
26 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
27 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
28 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
29 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
30 Líquido cefalorraquidiano: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
31 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
32 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
33 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
34 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
35 Histerectomia: Cirurgia através da qual se extrai o útero. Pode ser realizada mediante a presença de tumores ou hemorragias incontroláveis por outras formas. Quando se acrescenta à retirada dos ovários e trompas de Falópio (tubas uterinas) a esta cirurgia, denomina-se anexo-histerectomia.
36 Colo do útero: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
37 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
38 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
39 Eletivo: 1. Relativo à eleição, escolha, preferência. 2. Em medicina, sujeito à opção por parte do médico ou do paciente. Por exemplo, uma cirurgia eletiva é indicada ao paciente, mas não é urgente. 3. Cujo preenchimento depende de eleição (diz-se de cargo). 4. Em bioquímica ou farmácia, aquilo que tende a se combinar com ou agir sobre determinada substância mais do que com ou sobre outra.
40 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
41 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
42 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
43 Gangrena: Morte de um tecido do organismo. Na maioria dos casos é causada por ausência de fluxo sangüíneo ou infecção. Pode levar à amputação do local acometido.
44 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
45 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
46 Abscesso: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
47 Tromboflebite: Processo inflamatório de um segmento de uma veia, geralmente de localização superficial (veia superficial), juntamente com formação de coágulos na zona afetada. Pode surgir posteriormente a uma lesão pequena numa veia (como após uma injeção ou um soro intravenoso) e é particularmente frequente nos toxico-dependentes que se injetam. A tromboflebite pode desenvolver-se como complicação de varizes. Existe uma tumefação e vermelhidão (sinais do processo inflamatório) ao longo do segmento de veia atingido, que é extremamante doloroso à palpação. Ocorrem muitas vezes febre e mal-estar.
48 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
49 Intravascular: Relativo ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
50 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
51 Gravidez ectópica: Implantação do produto da fecundação fora da cavidade uterina (trompas, peritôneo, etc.).
52 Hipotensão arterial: Diminuição da pressão arterial abaixo dos valores normais. Estes valores normais são 90 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 50 milímetros de pressão diastólica.
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