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Curetagem uterina: o que é? Para que serve? Quando uma mulher deve fazer?

terça-feira, 29 de setembro de 2015
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Curetagem uterina: o que é? Para que serve? Quando uma mulher deve fazer?

O que é curetagem uterina?

A curetagem uterina é um procedimento para remover resíduos de dentro do útero. Geralmente é usada pelos médicos para diagnosticar e tratar certas condições uterinas mórbidas, como sangramento intenso, ou para “limpar” o revestimento do útero após um aborto espontâneo ou induzido.

Como é feita a curetagem uterina?

Algumas vezes a curetagem uterina pode ser feita em caráter ambulatorial, no consultório do ginecologista, mas pode também necessitar de internação em hospital, geralmente com a paciente tendo alta no mesmo dia, algumas horas após o procedimento. Para a curetagem, a paciente receberá anestesia geral, regional ou apenas sedação. A escolha do tipo da anestesia depende da razão para a curetagem e do histórico médico da paciente. Antes do procedimento, o médico deve orientá-la sobre sua alimentação, que não precisa ser modificada. A paciente deve providenciar alguém para acompanhá-la depois do exame, porque ela poderá estar sonolenta em virtude da sedação ou anestesia a que será submetida.

Durante o procedimento, a paciente deve deitar de costas em uma mesa de exame com as pernas descansando nos suportes chamados estribos (posição ginecológica). Então o médico insere um instrumento chamado espéculo na sua vagina, a fim de dilatá-la e ter acesso ao colo do útero. Com um instrumento cirúrgico chamado cureta, o médico remove o tecido ou o conteúdo uterino não desejado. Este instrumento tem forma de colher com uma borda afiada. Também pode ser utilizado um dispositivo de sucção para remoção do conteúdo uterino. Como a paciente está inconsciente ou sedada durante a curetagem, não deverá sentir qualquer desconforto. O procedimento leva cerca de quinze a trinta minutos. Dentro de um dia ou dois a paciente pode retomar suas atividades rotineiras.

Por que fazer uma curetagem uterina?

Normalmente, a curetagem uterina é feita para diagnosticar ou tratar uma condição uterina. Para diagnóstico, ela costuma ser feita se a mulher apresentar um sangramento anormal ou se forem encontradas células endometriais suspeitas ou anormais durante um exame de rotina. O médico então recolhe uma amostra de tecido retirado e envia a amostra para exame a um laboratório especializado. Os diagnósticos especialmente visados são o câncer de útero, pólipos uterinos e hiperplasia do endométrio (uma condição pré-cancerosa em que o revestimento do útero se torna muito espesso).

Para tratamento, a curetagem uterina é usada para remover inteiramente o conteúdo interno do útero, como numa gravidez molar (condição na qual se forma um tumor, em vez de uma gravidez normal). Trata ainda o sangramento excessivo, remove pólipos cervicais, pólipos uterinos e miomas ou qualquer tecido que permaneça no útero após um aborto espontâneo ou induzido.

Como evolui a curetagem uterina?

Após o procedimento, a paciente deve passar algumas horas em uma sala de recuperação para ser monitorada quanto às possíveis complicações e para se recuperar dos efeitos da sedação ou da anestesia. Os efeitos colaterais da curetagem podem durar alguns dias e incluem cólicas e hemorragias leves. Um período de tempo deve ser aguardado para que algo possa ser novamente introduzido na vagina, até que o colo do útero volte ao normal. Após uma curetagem, o útero deve recomeçar a construir um novo revestimento interno para que a menstruação volte ao normal. Se a paciente teve um aborto e quer engravidar novamente, deve consultar seu médico sobre o tempo que deve esperar para começar a tentar engravidar outra vez.

Quais são as complicações possíveis da curetagem uterina?

A curetagem uterina é um procedimento muito seguro e as complicações são muito raras, no entanto, existem riscos. O mais importante deles é a possibilidade de perfuração do útero, que ocorre se um dos instrumentos cirúrgicos usados atravessar a parede uterina. Outras possibilidades são os danos ao colo do útero, o desenvolvimento de tecido cicatricial no útero que pode levar a ciclos menstruais anormais, abortos, infecções e infertilidade futura. Na maioria das vezes as perfurações do útero curam-se por conta própria. No entanto, se um vaso sanguíneo ou outro órgão for danificado, um segundo procedimento pode ser necessário para repará-lo. Se houver algum dano ou laceração do colo do útero, o médico pode aplicar pressão local ou usar medicamentos para interromper o sangramento ou pode fechar a ferida com suturas.

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte dos sites da Cleveland Clinic, da Mayo Clinic e da International Federationof Gynecology and Obstetrics.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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