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A proteção contra o HPV começa com a vacinação

Monday, June 1, 2026
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A proteção contra o HPV começa com a vacinação

A vacina contra o HPV é uma das formas mais eficazes de prevenir infecções pelos tipos de papilomavírus humano associados a verrugas genitais e diversos tipos de câncer. Ela estimula o organismo a produzir anticorpos capazes de impedir a infecção antes que ela ocorra.

Recomendada preferencialmente antes do início da vida sexual, a vacinação oferece maior proteção quando administrada na infância ou adolescência. Além de ser segura, contribui significativamente para a redução da ocorrência de cânceres de colo do útero, ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

O que é HPV?

O HPV é a sigla para papilomavírus humano (Human papillomavirus, em inglês), um grupo de vírus bastante comum que infecta a pele e as mucosas do corpo humano. Existem mais de 200 tipos de HPV identificados, dos quais cerca de 40 podem infectar a região anogenital e a orofaringe. Alguns tipos causam verrugas comuns na pele, enquanto outros podem infectar regiões como boca, garganta, ânus e órgãos genitais.

A principal forma de transmissão do HPV ocorre por meio do contato direto com a pele ou mucosa infectada, sendo a relação sexual vaginal, anal ou oral a via mais frequente de contágio. A transmissão também pode ocorrer pelo contato íntimo pele a pele, mesmo sem penetração. Por ser um vírus muito disseminado, estima-se que grande parte das pessoas sexualmente ativas terá contato com o HPV em algum momento da vida, muitas vezes sem apresentar sintomas.

Os tipos de HPV são classificados em dois grandes grupos: tipos de baixo risco oncogênico e tipos de alto risco oncogênico. Os tipos de baixo risco, especialmente os HPV 6 e 11, geralmente causam verrugas genitais e raramente evoluem para doenças graves. Já os tipos de alto risco, principalmente os HPV 16 e 18, estão associados ao desenvolvimento de vários tipos de câncer, especialmente o câncer do colo do útero, mas também podem estar relacionados a câncer de ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

Na maioria dos casos, o próprio sistema imunológico elimina o vírus naturalmente ao longo do tempo. No entanto, em algumas pessoas, a infecção persiste e pode provocar alterações celulares que evoluem lentamente para lesões pré-cancerosas e câncer. Por esse motivo, a prevenção é considerada fundamental, e a vacinação contra o HPV representa uma das estratégias mais importantes de saúde pública.

O que é a vacina contra o HPV?

A vacina contra o HPV é um imunizante desenvolvido para proteger o organismo contra os tipos mais importantes do papilomavírus humano. Ela estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos capazes de reconhecer e neutralizar o vírus antes que ele cause infecção ou doenças associadas.

As vacinas atualmente utilizadas foram projetadas para proteger principalmente contra os tipos de HPV mais frequentemente associados ao desenvolvimento de câncer e verrugas genitais. Entre eles, destacam-se os HPV 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero, além dos HPV 6 e 11, responsáveis pela maioria das verrugas genitais. A vacina nonavalente, utilizada em diversos países, amplia essa proteção ao incluir outros tipos de alto risco oncogênico.

É importante ressaltar que a vacina não trata infecções já existentes nem doenças causadas pelo HPV. Sua função principal é preventiva, ou seja, impedir que a pessoa se infecte por determinados tipos do vírus no futuro. Por isso, a vacinação é recomendada preferencialmente antes do início da vida sexual, quando a probabilidade de exposição ao vírus ainda é menor.

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Como é feita a vacina contra o HPV?

A vacina contra o HPV é produzida por meio de tecnologia biotecnológica avançada. Diferentemente de algumas vacinas tradicionais, ela não contém o vírus vivo nem vírus capazes de causar doença. Em vez disso, é fabricada a partir de partículas semelhantes ao vírus (virus-like particles ou VLPs), formadas por proteínas da cápsula externa do HPV produzidas em laboratório. Embora imitem a estrutura externa do vírus real, essas partículas não contêm material genético viral. Isso significa que não podem se multiplicar nem provocar infecção.

Durante o processo de fabricação, cientistas utilizam células cultivadas em laboratório para produzir essas proteínas virais. Em seguida, elas se organizam espontaneamente formando estruturas muito semelhantes ao vírus verdadeiro. Essas estruturas são purificadas e preparadas para compor a vacina.

Quando a vacina é aplicada, o sistema imunológico reconhece essas partículas como agentes estranhos e passa a produzir anticorpos específicos contra elas. Assim, se a pessoa entrar em contato com o HPV no futuro, o sistema de defesa já estará preparado para combatê-lo de forma rápida e eficiente.

Por que se vacinar contra o HPV?

Tomar a vacina contra o HPV é importante por vários motivos relacionados à prevenção de doenças e à proteção da saúde individual e coletiva. Em primeiro lugar, a vacina reduz significativamente o risco de infecção pelos tipos de HPV mais perigosos. Como alguns desses tipos estão diretamente associados ao desenvolvimento de doenças graves, a vacinação ajuda a prevenir condições que podem surgir anos ou até décadas após a infecção inicial.

Outro motivo importante é a prevenção do câncer do colo do útero. Esse tipo de câncer está fortemente ligado à infecção persistente por certos tipos de HPV. Estudos realizados em diversos países demonstram que a vacinação reduz de forma expressiva a ocorrência de infecções persistentes, lesões pré-cancerosas e, consequentemente, casos de câncer relacionados ao HPV.

Além disso, a vacina também ajuda a prevenir verrugas genitais, que podem causar desconforto físico e impacto emocional significativo. A vacinação ainda contribui para a redução de outros cânceres relacionados ao HPV, como os de ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

Outro aspecto relevante é que a vacina protege tanto meninas quanto meninos. Embora o câncer do colo do útero seja um dos principais focos das campanhas de vacinação, os homens também podem desenvolver doenças associadas ao HPV e transmitir o vírus para outras pessoas. Portanto, a vacinação de ambos os sexos é considerada uma estratégia eficaz para reduzir a circulação do vírus na população.

Confira no infográfico abaixo um resumo sobre a vacinação contra o HPV (clique sobre a imagem para visualizá-la ampliada). Continue lendo o artigo para saber como tomar a vacina e quais as possíveis reações.

Infográfico - Vacinação contra o HPV

Como tomar a vacina contra o HPV?

A vacina contra o HPV é administrada por meio de injeção intramuscular, geralmente aplicada na região do deltóide, no braço. O esquema de vacinação pode variar conforme a idade da pessoa, sua condição imunológica e as recomendações vigentes das autoridades de saúde.

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações recomenda, de forma geral, a vacinação de rotina para meninas e meninos de 9 a 14 anos, preferencialmente antes do início da vida sexual. Atualmente, o esquema utilizado nessa faixa etária é de dose única.

Pessoas imunossuprimidas, incluindo indivíduos vivendo com HIV, transplantados e pacientes oncológicos, podem necessitar de esquemas diferenciados, geralmente com três doses, conforme orientação médica e protocolos vigentes.

A vacinação também pode ser recomendada para adolescentes e adultos que ainda não foram imunizados, de acordo com a avaliação médica e as diretrizes de saúde pública.

Mesmo após a vacinação, recomenda-se manter medidas de prevenção, como o uso de preservativos. As mulheres também devem seguir as recomendações de rastreamento do câncer do colo do útero por meio dos exames indicados para sua faixa etária, uma vez que a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos de HPV.

Quais são as possíveis reações à vacina contra o HPV?

Assim como outras vacinas, a vacina contra o HPV pode causar algumas reações após a aplicação. Na maioria dos casos, essas reações são leves, temporárias e desaparecem espontaneamente em poucos dias.

As reações mais comuns ocorrem no local da aplicação e incluem dor, vermelhidão, inchaço leve e sensibilidade na região da injeção. Além dessas manifestações locais, algumas pessoas podem apresentar sintomas gerais leves, como febre baixa, dor de cabeça, cansaço, tontura, náuseas e dores musculares.

Também podem ocorrer episódios de desmaio (síncope), especialmente em adolescentes, motivo pelo qual é recomendado permanecer em observação por alguns minutos após a vacinação.

Reações alérgicas graves, como anafilaxia, são extremamente raras. Diversos estudos realizados ao redor do mundo demonstraram que a vacina contra o HPV possui um perfil de segurança elevado e que os benefícios da vacinação superam amplamente os riscos de efeitos adversos.

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Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do Ministério da Saúde, da OPAS - Organização Pan-Americana de Saúde e da Secretaria de Saúde do Estado Minas Gerais.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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