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Espondilite anquilosante: como ela é?

Monday, February 3, 2014
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Espondilite anquilosante: como ela é?

O que é espondilite anquilosante?

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica, de etiologia desconhecida, do tecido conectivo entre os ossos da coluna vertebral e das articulações entre a coluna vertebral e a pelve. Com o tempo, essa inflamação faz com que os ossos da coluna vertebral se soldem uns aos outros. O termo deriva do grego spondylos = vértebra e ankylos = enrijecimento.

Quais são as causas da espondilite anquilosante?

A causa da espondilite anquilosante é desconhecida, mas sabe-se que ocorre mais em indivíduos geneticamente predispostos e que sua incidência é maior em homens que em mulheres, na proporção de 4:1. A doença é trinta vezes mais comum em pessoas com histórico familiar da doença do que no restante da população. É mais frequente nos indivíduos de raça caucasiana e rara em negros. Pode ser que as células autoimunes agridam as articulações, mas também o fato de ser uma doença inflamatória e por vezes febril permite especular que talvez possa se tratar de uma doença de etiologia infecciosa.

Quais são os principais sinais e sintomas da espondilite anquilosante?

A espondilite anquilosante é uma doença de jovens, tendo o seu início geralmente entre os 20 e 40 anos, mas podendo surgir antes. Ela começa com uma dor na região lombar que vem e vai, que piora à noite e costuma melhorar com atividades ou exercícios. A dor na coluna pode começar nas articulações entre a pelve e a coluna vertebral e, com o tempo, pode afetar toda a coluna. Há uma rigidez progressiva da coluna e o paciente pode perder a mobilidade na parte inferior da coluna ou não conseguir expandir totalmente o tórax quando as articulações entre as costelas são afetadas. Geralmente ocorre uma curvatura permanente e progressiva da coluna na região dorsal. Outros sintomas menos comuns são: fadiga, uveíte (inflamação nos olhos, na úvea), dor no calcanhar, rigidez no quadril, dor nas articulações dos ombros, joelhos e tornozelos, inapetência, febre baixa. Em casos especialmente graves podem ocorrer lesões cardíacas, pulmonares, intestinais e na pele.

Como o médico diagnostica a espondilite anquilosante?

Os exames complementares ao exame físico visam captar alguns sinais típicos da espondilite anquilosante e podem incluir: hemograma completo, sedimentação dos eritrócitos, dosagem do antígeno HLA-B27, radiografias da coluna vertebral e da pelve, ressonância magnética da coluna vertebral e outros exames da imagem.

Como o médico trata a espondilite anquilosante?

A doença não possui cura, mas com tratamento precoce adequado pode ser bem tolerada. Os tratamentos sintomáticos com medicamentos e fisioterapia visam aliviar a dor e reduzir o risco de deformações. Só se recorrerá à cirurgia se for necessário substituir a articulação do quadril.

Como evolui a espondilite anquilosante?

A espondilite anquilosante é, potencialmente, uma doença incapacitante, embora só 25% dos pacientes evoluam para anquilose total da coluna.

A espondilite anquilosante é uma doença evolutiva e pode piorar com o tempo, podendo causar dor crônica e reduzir a capacidade de movimentos.

Esta condição pode provocar o enrijecimento da caixa torácica e reduzir a capacidade respiratória em alguns pacientes.

Excepcionalmente, pode ocorrer morte súbita devido a lesões entre as primeiras vértebras cervicais (C1-C2).

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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