Dor de cabeça - segunda-feira, 12 de abril de 2010 - Atualizado em quarta-feira, 31 de agosto de 2011
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Dor de cabeça: a maioria delas não é necessariamente sinal de doenças graves

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 “Dor de cabeça” é a expressão popular para o termo técnico “cefaleia”. Existem vários tipos de dor de cabeça. A classificação da Sociedade Internacional de Cefaléia1 reconhece mais de 150 tipos diferentes.

 

Eu sinto muita dor de cabeça. Isto é grave?


Se você sente dores de cabeça, isso não significa necessariamente que você é portador de uma doença neurológica grave. Oitenta por cento dos adultos vão ter, pelo menos uma vez na vida, um tipo de dor de cabeça conhecida como cefaleia1 tensional, a mais comum de todos os tipos de cefaleias2. Outras razões podem levar a dores de cabeça: estresse, insônia, cansaço, exageros alimentares, etc.
Por outro lado, a dor de cabeça também pode acompanhar doenças graves como infecções do sistema nervoso3, tumores, hemorragias4 intracranianas, isquemias, trombose5 venosa, dentre outras. No entanto, as dores de cabeça decorrentes de problemas graves são a minoria.

 

O que são cefaleias2 primárias e secundárias?

  • Cefaleia1 primária: ela pode ser o principal sintoma6 de uma condição na qual não são identificadas alterações estruturais, metabólicas, tóxicas ou infecciosas como causa. Sua origem reside em alterações bioquímicas cerebrais, podendo ser determinadas geneticamente. Elas costumam se repetir com regularidade. São exemplos de cefaleias2 primárias a enxaqueca7, a cefaleia1 do tipo tensional, a cefaleia1 em salvas, dentre outras.
  • Cefaleia1 secundária: quando a dor de cabeça é consequência de lesões ou outras alterações, elas são classificadas como cefaleias2 secundárias. Entre as causas de cefaleias2 secundárias estão sinusites agudas, infecções do sistema nervoso3 ou sistêmicas, tumores, problemas cervicais e muitas outras.
    Isso não quer dizer que as cefaleias2 primárias não tragam incômodos para o indivíduo. No entanto, elas não ocasionam sequelas e podem ser prevenidas ou tratadas de maneira adequada com a orientação de médicos clínicos gerais e neurologistas principalmente.

Existem alguns sinais8 que orientam para a possibilidade de uma cefaleia1 secundária?


Sim. São eles:

  • Cefaleia1 de início recente. Quanto mais recente é o início de uma dor de cabeça, maior a chance de se tratar de uma cefaleia1 secundária.
  • Cefaleia1 pré-existente que apresenta modificação nas suas características habituais. Pode-se estar diante de uma nova forma de cefaleia1.
  • Cefaleia1 com intensidade progressivamente maior ao longo dos dias ou semanas. Essa é uma característica da cefaleia1 por hipertensão9 intracraniana e deve ser investigada. Mas não obrigatoriamente trata-se deste tipo de cefaleia1.
  • A primeira ou a “pior dor de cabeça da vida”.
  • Associação da dor de cabeça com febre10, vômito11 (exceto se já ocorrem há muito tempo, de forma repetida, junto com as dores de cabeça, sem deixarem consequências, como ocorre na enxaqueca7), rigidez do pescoço, visão dupla, estrabismo12, paralisia13 facial, queda da pálpebra, diferença no tamanho das pupilas, crises epilépticas, confusão mental, alterações cognitivas e comportamentais ou qualquer outro sintoma6 neurológico.
  • Cefaleia1 de início após os 50 anos. A maioria das cefaleias2 primárias tem início antes dessa idade.
  • Cefaleia1 que ocorre durante esforço físico, atividade sexual ou tosse. Existem formas benignas de cefaleias2 que ocorrem com o esforço, atividade sexual e tosse, mas essa é uma queixa que deve ser investigada.
  • Se você apresenta algum desses sinais8 de alerta, é aconselhável que você procure um médico. É possível reduzir a frequência e a intensidade das crises de dor de cabeça e torná-las mais responsivas aos medicamentos, através de um tratamento preventivo. A maioria dos pacientes obtém melhora significativa em poucos meses com um tratamento preventivo. Com ele, é possível reduzir a frequência do uso de medicações sintomáticas, tornando menos provável a cronificação da dor pelo abuso de medicamentos.
ABC.MED.BR, 2010. Dor de cabeça: a maioria delas não é necessariamente sinal de doenças graves. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/dor-de-cabeca/57789/dor+de+cabeca+a+maioria+delas+nao+e.htm>. Acesso em: 5 fev. 2012.