domingo, 5 de fevereiro de 2012

abc.med.br - quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 - Atualizado em quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
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Apendicite. Como é o tratamento?

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Como a apendicite1 é tratada?

É realizada uma cirurgia para a remoção do apêndice, chamada apendicectomia.


Nos casos em que houve formação de abscesso2 no apêndice inflamado, podem ser necessários dois procedimentos, um para drenar o pus3 e os líquidos do abscesso2 formado e uma segunda intervenção para remover o apêndice algumas semanas após o controle da infecção4.


Os antibióticos são prescritos antes da cirurgia para evitar uma peritonite5.

Anestesia6 geral geralmente é necessária e o apêndice é removido por incisão local de 5 a 10 centímetros (cirurgia aberta) ou por abertura de orifícios para a realização de uma laparoscopia7. As incisões são pequenas e a recuperação é rápida.

A laparoscopia7 permite uma recuperação mais rápida, mas não está indicada para todos os casos de apendicite1. Em casos de ruptura do apêndice ou naqueles casos em que houve disseminação da infecção4 para além do apêndice, a laparoscopia7 não está indicada. Uma cirurgia abdominal aberta permite ao cirurgião limpar a cavidade abdominal.


O tempo médio de permanência no hospital após a cirurgia é de um a dois dias.

 

Quando devo me comunicar com o médico após uma apendicectomia?

Sempre que surgirem:

  • Vômitos8 incontroláveis.
  • Piora da dor abdominal.
  • Vertigem9 ou fraqueza.
  • Presença de sangue10 nos vômitos8 ou na urina11.
  • Febre12.
  • Presença de pus3 na cicatriz cirúrgica.

Ou sempre que precisar esclarecer alguma dúvida sobre o procedimento ou sobre o que você está sentindo.

 

O que posso fazer para ajudar na recuperação após a cirurgia?

  • Evite atividades físicas extenuantes. Se o seu apêndice foi removido por laparoscopia7, evite atividades físicas nos primeiros 3 a 5 dias após o procedimento. Em caso de cirurgia abdominal aberta, limite as atividades físicas durante 10 a 14 dias depois da cirurgia. Pergunte ao médico quando você poderá voltar às suas atividades rotineiras.
  • Coloque um travesseiro na barriga e faça pressão leve no abdome antes de tossir, rir ou fazer movimentos bruscos para evitar dor no local da cirurgia.
  • Ligue para o seu médico em caso de dor não controlada pelos analgésicos13 prescritos. Sentir dor aumenta o estresse no organismo e lentifica a recuperação.
  • Movimente-se quando estiver se sentindo pronto para isso. Comece devagar a aumentar as atividades quando se sentir bem, faça caminhadas em ritmo lento e vá acelerando aos poucos.
  • Durma quando se sentir cansado. Enquanto o seu corpo se recupera, você pode sentir mais sono que o habitual. Acalme-se e descanse quando precisar.
  • Converse com o seu médico sobre o retorno ao trabalho ou à escola. Crianças podem retornar para a escola cerca de uma semana após a cirurgia. O retorno ao trabalho depende das atividades exercidas e deve ser orientado por um cirurgião.
  • Exercícios físicos como musculação, esportes competitivos e corrida devem ser evitados por 2 a 4 semanas após a ato cirúrgico.

 

A apendicite1 pode ser prevenida?

Não há maneira de prevenir uma apendicite1. Entretanto, a apendicite1 é menos comum em pessoas que têm uma dieta rica em fibras, com ingestão de frutas frescas e vegetais.

 

Quais são as complicações de uma apendicite1?

  • Ruptura do apêndice. Caso ocorra uma ruptura no apêndice, o conteúdo intestinal e os microorganismos infectantes podem se espalhar para a cavidade abdominal causando uma infecção4 grave, conhecida por peritonite5.
  • Formação de abscesso2. Quando um abscesso2 é formado, este requer tratamento antes que cause disseminação da infecção4 para a cavidade abdominal.
ABC.MED.BR, 2010. Apendicite. Como é o tratamento?. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/54060/apendicite+como+e+o+tratamento.htm>. Acesso em: 5 fev. 2012.

Comentários

25/12/2011 - Comentário feito por Renê Juliano Borges
Re: Apendicite. Complicações Pós-Cirurgica
Fiz uma cirurgia de apendicectomia em agosto de 2010,houve uma fissura no intestino ocasionada durante a cirurgia que criou uma fístula enterocutânea na pele,até hoje toda sujidade intestinal tem saído pela fístula.Alguém poderia me esclarecer o que realmente aconteceu?E o que devo fazer?Já que o hospital no qual me operei não se manifesta afim de solucionar o meu problema
14/12/2011 - Comentário feito por robson leal dos santos
Re: Apendicite. Como é o tratamento?
Bom Dia a todos. Fiz uma cirurgia de remoção de apendice no ultimo dia 08/12/2011. Graças a Deus deu tudo certo e estou me recuperando muito bem. Agradeço muito a Deus por ter me enviado um medico clinico maravilhoso que logo no primeiro atendimento teve essa suspeita de apendicite aguda,e logo me encaminhou a fazer exames de hemograma completo,sumario de urina e ultra-sonografia de abdomen total. logo apos constatado fui encaminhado a cirurgia. Agradeço tb a toda equipe medica. Gostaria muito de salientar q todos que sentirem dores abdominais,se sentindo com se fosse gases. tomem muito cuidado antes de tomar quaisquer medicamento, vá primeiro ao medico.

Espero tb ter contribuido um pouco

Fortes abraços a todos e força.

Robson leal

21/10/2011 - Comentário feito por Renato
Re: Apendicite. Como é o tratamento?
Também me achei na obrigação de contribuir.
Cada um tem um grau de aceitação a dor. Confesso que sou fraco.
Senti dores na região do umbigo por 24h, dor mesmo que me fez ir ao hospital, não vou nunca.
Fui medicado como sendo problema estomacal, a medicação só mascarou 50% da dor, em 100% não conseguia nem falar.
No outro dia a dor desceu uns 15cm e começou a generalizar, ou seja, começou a se espalhar pelo abdomen com uma intensidade insuportável (sou fraco para a dor, lembram?) cheguei a ter falta de ar e quase desmaiar.
Voltei ao hospital com muita dificuldade, sozinho não conseguiria, fica meu alerta aos teimosos, se "mexam" antes que fique mais complicado, procurem um médico não esperem agravar, pensem na dor desnecessária que podem passar.
Lá diagnosticaram e me informaram da necessidade de cirurgia. Após a cirurgia, que por sinal foi muito tranquila, por que estava sedado é claro, rsrsrs, tive algumas horas de alívio devido a retirada do orgão inflamado e do efeito anestésico, na verdade poderiam cortar as duas pernas fora que eu não sentia muita dor, mas vamos ao que interessa.
Dentro das 24h poscirurgicas o alívio é confortante, falei, sorri, andei, me sentia muito bem, bem mesmo, porem meus amigos, quando o efeito anestésico começa a ir embora, a dor vem e vem forte, não tem jeito!! Ela começa e vai crescendo, dói mas dói mesmo, mas o que conforta é que o problema foi menor e resolvido e se se atentar aos cuidados necessários pode ser amenizada. O simples ato de voltar para casa de carro é um transtorno e olha que tive alta em 24h após a cirurgia, ou seja, nada de complicação, meu organismo reagiu muito bem! Levantar para urinar, deitar, sentar, ficar parado, dói horrores, tossir, rir, gritar gol, virar de lado para dormir, sem chance... tudo dói MUITO.
Hoje após 4 dias a dor é fraca, também né, depois de sentir aquela famigerada dor por três dias seguidos tudo é lucro.

Prestem atenção nos horários das medicações, os antibióticos tem que serem levados muito à sério, não abusem de analgésicos pois podes ficar com uma dor a mais, a de estomago.
Por fim não tenham medo de ir ao banheiro, era uma coisa me deixava preocupado fiquei horas pensando que não conseguiria evacuar e isso acaba acarretando em uma má alimentação, consequentemente prejudica na ação das medicações e recuperação como um todo.

Que fique claro!!! Esta é minha percepção,ou seja, baseada no meu quadro.

Espero que tenha contribuído um pouco.

Abraços,
Renato.

29/09/2011 - Comentário feito por Diogo
Re: Apendicite. Como é o tratamento?
Faz 5 dias que fiz a cirurgia. Senti mta dor antes do propofol (antes da anestesia geral), depois acordei aliviado. Vim pra casa, ando, levando da cama, sento, deito... não sinto NA-DA. Pra não dizer que não sinto nada, sinto dor nas costas de ficar mto tempo sentado sem fazer nada. Meu médico disse que em 40 dias posso voltar pra academia. EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
02/09/2011 - Comentário feito por eder
Re: Apendicite. Como é o tratamento?
Bom meu caso foi um pouco complicado, tratei por 15 dias como hepatite mas na verdade após trocar de médico, foi constatado uma apendicite aguda, ufa passei por uma verdadeira peregrinação.
Hoje fazem 21 dias que removi o apêndice e ja estou bem melhor.
Muito boa a materia, bem claro e objetivo.

13/04/2011 - Comentário feito por Nildete
Re: Apendicite. Como é o tratamento?
Fui ao ps com dor estranha lado direito, não forte mas como fiquei com nauseas,calafrios, gases, fiz raio x e ultrasonografia, não apareceu nada mas continuei mal, fiz tomografia e deu uma apendicite aguda, fiquei já no hospital, fiz apendicectomia,estou na recuperação,até agora tudo bem já há 3 dias,mas é preciso ficar em casa como no hospital? estou seguindo a dieta do meu médico, repouso total, está muito dolorido o local e acredito que tem mais umas semanas no molho.Mas estou grata pela matéria, me deixa mais confiante.
05/01/2011 - Comentário feito por Maria
Re: Apendicite. Como é o tratamento?
Parabéns pela matéria! Adorei. Fiz uma apendicectomia a 9 meses, mas nao tem um so santo dia q nao me sinta incomodada com a cirurgia, não chega a ser uma dor insuportável, mas incomoda muito. Isso é normal?
30/11/2010 - Comentário feito por Cristovão
Re: Apendicite. Como é o tratamento?
Vou deixar minha contribuição. Eu tive inflamação no apêndice por mais de 30 dias e ela não manifestou os sintomas habituais, somente fezes desreguladas de 4 a 5 vezes ao dia e uma dor como se fosse gases. Fiz uma tomografia no começo e apresentou alteração, mas não sentia dor e fiquei quieto, mas depois de 30 dias fiz outra e ela nem aparecia foi preciso uma equipe de radiologistas e cirurgiões. Pela graça de Deus meu organismo controlou o pus.
21/05/2010 - Comentário feito por Sergio Marques
Re: Apendicite. Como é o tratamento?
Gostei muito da matéria , foi falado aqi tudo o que os medicos não me falaram até apos a cirurgia . Uma dica pra quem estiver assim , vá no mesmo instante ao médico , apendicite é uma coisa séria.
obrigado abraços.
Sergio Marques

16/04/2010 - Comentário feito por edgar pereira
Re: Apendicite. Como é o tratamento?
legal ese abc med.com a gente fica mais por dentro das doenças obrigado
29/01/2010 - Comentário feito por Sibeli Cristina
Re: Apendicite. Como é o tratamento?
A forma como foi explicada as possiveis intercorrencias que venha a acontecer durante todo o processo de recuperação ficou clara e objetiva, gostei muito.

Glossário

1 Apendicite: Inflamação do apêndice cecal. Manifesta-se por abdome agudo, e requer tratamento cirúrgico. Sua complicação mais freqüente é a peritonite aguda.
2 Abscesso: Coleção de pus produzida em geral por uma infecção bacteriana. Pode se formar em diferentes regiões do organismo (cérebro, osso, pele, músculo). Pode causar febre, calafrios, tremores e vermelhidão e dor na área afetada.
3 Pus: Secreção amarelada, freqüentemente mal cheirosa, produzida como conseqüência de uma infecção bacteriana e formada por leucócitos em processo de degeneração, plasma, bactérias, proteínas, etc.
4 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
5 Peritonite: Inflamação do peritônio. Pode ser produzida pela entrada de bactérias através da perfuração de uma víscera (apendicite, colecistite), como complicação de uma cirurgia abdominal, por ferida penetrante no abdome ou, em algumas ocasiões, sem causa aparente. É uma doença grave que pode levar pacientes à morte.
6 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
7 Laparoscopia: Procedimento cirúrgico mediante o qual se introduz através de uma pequena incisão na parede abdominal, torácica ou pélvica, um instrumento de fibra óptica que permite realizar procedimentos diagnósticos e terapêuticos.
8 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial.
Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
9 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
10 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
11 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
12 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
13 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
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