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Cetoacidose diabética: o que é isso?

sexta-feira, 25 de abril de 2014
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Cetoacidose diabética: o que é isso?

O que é cetoacidose diabética?

Cetoacidose é o acúmulo de corpos cetônicos (ácidos fracos) no sangue, deixando-o com o pH mais baixo que o normal. Como quase todas as reações químicas que acontecem nas células dependem de um pH estável ou que só permita uma variação muito ligeira, essa acidez é muito desfavorável para o funcionamento celular.

Quais são as causas da cetoacidose diabética?

A falta de insulina causada pelo diabetes faz com que o organismo não consiga usar a glicose como fonte de energia e as células então lançam mão da gordura em seu lugar. Os subprodutos da decomposição da gordura, chamados cetonas, se acumulam no corpo, gerando a cetoacidose diabética. Em quantidades altas, as cetonas prejudicam o organismo.

A cetoacidose diabética pode ocorrer em condições especiais em que a necessidade de insulina aumente (infecções, traumas, acidentes vasculares, uso de certos medicamentos, etc.), na falta de tratamento do diabetes mellitus ou se a dose de insulina for menor que a necessária para controlar a glicemia de maneira satisfatória. Esta condição ocorre especialmente no diabetes tipo 1, porém pode ocorrer também no diabetes tipo 2.

Quais são os principais sinais e sintomas da cetoacidose diabética?

A cetoacidose diabética muitas vezes é o primeiro sinal de diabetes em pessoas que ainda não têm outros sintomas, mas também pode ocorrer mais tardiamente em pessoas que já tenham sido diagnosticadas com diabetes.

Os sinais e sintomas principais são:

  • Sede intensa e boca seca.
  • Maior frequência das micções.
  • Hiperglicemia.
  • Níveis altos de corpos cetônicos na urina.
  • Pele seca.
  • Fadiga intensa.
  • Respiração rápida.
  • Náuseas, vômitos, dor abdominal.
  • Hálito com odor de acetona. Este é bastante característico e também chamado de hálito cetônico.
  • Confusão mental.

Como o médico diagnostica a cetoacidose diabética?

O diagnóstico da cetoacidose diabética depende de uma avaliação clínica dos sinais e sintomas da doença e de exames laboratoriais de sangue e de urina. A taxa de glicose sobe no sangue porque o fígado fabrica glicose para tentar combater a condição mórbida. Embora a cetona possa ser medida também no sangue, a sua mensuração é feita na urina, de uma forma mais fácil e mais barata. Outros exames mais podem incluir exame de sangue para amilase, gases no sangue arterial e dosagem do potássio sanguíneo. A cetoacidose pode afetar os níveis sanguíneos de magnésio, fósforo, sódio e o pH da urina.

Como o médico trata a cetoacidose diabética?

O tratamento da cetoacidose diabética deve ser realizado em hospital, com a administração de insulina, hidratação venosa, correção dos eletrólitos no sangue (sódio, potássio e fosfato) e acompanhamento dos níveis de consciência.

Como prevenir a cetoacidose diabética?

O diabético deve tomar corretamente as doses dos medicamentos prescritas e controlar os níveis de glicemia no sangue e a cetonúria na urina. Por precaução, deve sempre ter à mão um frasco de insulina de ação rápida para aplicação emergencial, em caso de uma eventual descompensação do diabetes.

Quais são as complicações possíveis da cetoacidose diabética?

A cetoacidose diabética é uma complicação aguda grave do diabetes, potencialmente mortal e deve ser vista como uma emergência médica.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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