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O que é impotência sexual ou disfunção erétil?

Thursday, September 8, 2011
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O que é impotência sexual ou disfunção erétil?

O que é?

Impotência sexual, atualmente chamada disfunção erétil, é a incapacidade de manter ereto o pênis pelo tempo necessário para manter uma relação sexual satisfatória. Ela não deve ser confundida com a falta de interesse sexual e com a dificuldade de ejaculação ou de atingir o orgasmo.

Embora seja mais comum em homens mais velhos, pode ocorrer em qualquer idade. É comum que haja dificuldades esporádicas e transitórias de ereção que não caracterizam impotência e não devem ser motivos de preocupação porque, assim, esporadicamente, acontece a muitos homens.

Como ocorre a ereção?

O pênis é formado por três estruturas que lembram cilindros. Dois deles esponjosos, denominados corpos cavernosos, e um outro cilindro denominado corpo esponjoso, onde passa a uretra (canal onde sai a urina). Durante a excitação sexual, impulsos nervosos relaxam a musculatura do pênis e fazem aumentar o fluxo sanguíneo para os corpos cavernosos, aumentando seu tamanho e tornando-os retesados. Desse modo, os corpos cavernosos fazem aumentar o tamanho do pênis produzindo, ao mesmo tempo, um enrijecimento do órgão. Após a ejaculação ou quando cessa a excitação sexual, o sangue é novamente drenado para fora do tecido esponjoso e o pênis volta ao seu tamanho e forma originais.

Quais são as causas da disfunção erétil?

Causas físicas

  • Cirurgias no intestino grosso, reto ou próstata e aplicações de radioterapia na área pélvica podem danificar os nervos e os vasos sanguíneos penianos e causar problemas de disfunção erétil.
  • A arteriosclerose, o derrame cerebral, o fumo, a hipertensão arterial, problemas cardíacos e colesterol elevado são fatores que afetam a entrada e a saída do fluxo de sangue do pênis.
  • Problemas neurológicos: lesão da medula espinhal, esclerose múltipla e degeneração dos nervos, derivados do diabetes mellitus ou do excesso de álcool.
  • O diabetes pode causar lesão dos nervos e dos vasos sanguíneos que levam o fluxo sanguíneo ao pênis, dificultando ou mesmo impedindo a ereção.
  • Certas doenças crônicas podem levar a transtornos da ereção. Consulte o seu médico e pergunte-lhe se, no seu caso, esse problema pode afetar a sua saúde sexual.
  • Níveis baixos de alguns hormônios também podem causar dificuldades de ereção.
  • Alguns medicamentos geram efeitos secundários que podem resultar em impotência. Pergunte ao seu médico se isso pode acontecer em seu caso e quais as possíveis alternativas para solucionar o(s) problema(s). De modo geral esses efeitos são reversíveis com a interrupção da medicação ou com a diminuição das doses.

Causas psicológicas

Acredita-se que a incidência de causas psicológicas se dê apenas em 10% dos casos. É fato que o estado psíquico desempenha um papel fundamental na ereção peniana. A disfunção de causa psicológica geralmente deve-se a nervosismo, ansiedade ou medo de falhar durante a relação sexual. Estes fatores produzem uma descarga de adrenalina que causa diminuição do fluxo sanguíneo no pênis, provocando dificuldade na ereção. Outros fatores psicológicos são consequentes à depressão, à ansiedade, ao stress e à fadiga.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de disfunção erétil é eminentemente clínico. Deve-se investigar a história clínica do paciente em busca de alguma doença ou uso de medicamento que possam estar levando ou contribuindo para a dificuldade de ereção. Contudo, alguns exames e testes laboratoriais podem ajudar nessa investigação. O estado psicológico do paciente e sua reação ao problema também devem ser investigados.

Como é o tratamento?

O tratamento da disfunção erétil tem progredido muito nos últimos anos. Para casos bem definidos existem atualmente opções terapêuticas que vão desde o uso de medicamentos, dispositivos mecânicos e cirurgias, escolhidas de acordo com as causas e a natureza do problema.

No caso de causas eminentemente psicológicas está indicada uma psicoterapia.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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